União Europeia

Acções coletivas para proteger interesses coletivos dos consumidores, que revoga a Diretiva 2009/22/CE

Esta Directiva trata da acção colectiva a ser apresentada por entidades representativas qualificadas para a defesa dos interesses colectivos dos consumidores. Lida com a problemática dos danos em massa que têm sido recorrentes em diversos domínios, como seja, no sector automóvel, no caso de dispositivos médicos defeituosos, de produtos com falhas de segurança, na comercialização de produtos financeiros com recurso a práticas desleais, e no cancelamento de voos, situações em que muitos consumidores não têm recebido qualquer solução, ainda que tenham sofrido danos.

Sobre a criação de um Mecanismo Europeu de Apoio à Paz

O Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, proposto pela Comissão e que este Parlamento se prepara para aprovar, é um outro exemplo de como a União Europeia mascara as suas políticas.
Para fora vende-se o ideal da Paz. Um ideal usado para justificar a mobilização de verbas substanciais para a Defesa e para o armamento. Na prática, o que este mecanismo vai financiar é não apenas as missões militares da União Europeia como o reforço das capacidades militares e de defesa de países terceiros.

Sobre a interoperabilidade dos sistemas de informação na UE

Estas propostas alargam não só a recolha e utilização de dados - biográficos e biométricos-, impondo uma harmonização dos sistemas de informação, como a facilidade com que as autoridades acedem a este conjunto de dados pessoais sem necessitar de autorizações judiciais. Não se trata de uma opção meramente técnica, é antes uma opção política de fundo que escancara as portas à criação de um sistema de supervigilância à escala da União Europeia. Propostas que atentam contra o direito à privacidade e à própria liberdade dos cidadãos.

Qualidade da água destinada ao consumo humano

Esta proposta, que altera a Directiva relativa à qualidade da água destinada ao consumo humano, é da maior gravidade.

Ela aumenta significativamente os custos directos do abastecimento de água, a imputar aos utentes, empolando igualmente os encargos públicos indirectos para fiscalização e controlo, sem que isso se reflicta num aumento da segurança, pelo contrário.

Põe entraves à prestação do serviço público. Favorece a privatização.

Inviabiliza soluções locais de abastecimento económicas que podem ser seguras e viáveis.

Conclusões da reunião do Conselho Europeu de 21 e 22 de março de 2019

Em vésperas de eleições para o Parlamento Europeu, as conclusões do Conselho Europeu reafirmam a agenda de imposições aos Estados, por via do Semestre Europeu e da chamada Análise Anual do Crescimento, a partir da qual se enuncia um cardápio de “reformas” a verter nos “programas nacionais de reformas” e a ter em conta nos “programas de estabilidade”.

As ditas reformas passam invariavelmente pela desregulação laboral, pelo ataque às funções sociais do estado, por liberalizações e privatizações.

Sobre o Pacote de Mobilidade

A abordagem caótica em que se tornou a discussão deste pacote de mobilidade traduz muito bem como se torcem as instituições da união europeia só com a ideia de uma melhoria, por modesta que seja, das condições laborais e sociais dos trabalhadores.
Mas o que se pode antever das propostas em cima da mesa e das linhas orientadoras do conselho, não augura nada de bom.
Exclusões ao destacamento de trabalhadores, impedindo que conte a partir do primeiro dia e que exclua o transporte bilateral e cabotagem.

O período pós-Primavera Árabe: o rumo a seguir na região do Médio Oriente e do Norte de África

Passados 8 anos sobre a chamada “Primavera Árabe” concluímos que as justas reivindicações destes povos foram instrumentalizadas pelas grandes potências imperialistas.
Estas regiões tornaram-se mais inseguras e instáveis. Ocorreu a intervenção militar na Líbia, a guerra na Síria. O imperialismo provocou uma onda de desestabilização que prossegue e contribuiu para o fortalecimento dos movimentos terroristas, o tráfico de seres humanos e outros fenómenos de crime organizado.

Relatório sobre os crimes financeiros e a elisão e evasão fiscais

A fraude e evasão fiscal representa um bilião de euros na união europeia. Em Portugal são 10 mil milhões de euros que deixam de entrar nos cofres do Estado, o que equivalente à totalidade do orçamento da saúde e da educação.
Mas se olharmos para este montante, uma parte significativa, cerca de 20%, corresponde a perdas de receitas do IVA, justamente o único imposto que está harmonizado dentro da União Europeia.

Sobre a directiva relativa aos direitos de autor no mercado único digital

Assistimos a um arrufo de gigantes que nada tem que ver com a salvaguarda dos interesses nem dos criadores nem dos utilizadores. Sejamos claros, o que está em causa é a repartição dos lucros que resultam da disseminação de conteúdos, sem que se garanta uma justa remuneração aos criadores. Para estes permanece a dependência e a precariedade. Institucionalizam-se os filtros, condicionando-se a liberdade criativa, a liberdade de imprensa e o livre acesso à cultura ao mesmo tempo que se promove uma maior concentração e monopólio no sector digital. Mercantiliza-se e normaliza-se a cultura.

Deputados do PCP rejeitam a Directiva dos Direitos de Autor no Mercado Único Digital pelo direito à cultura e a defesa da liberdade de expressão

Hoje foi aprovada a Proposta de Directiva dos Direitos de Autor no Mercado Único Digital.