Intervenções

Porque é que o PS opta por atirar para daqui a uns anos a resolução de problemas que precisam e podem ter resposta agora?

Sra. Ministra,

Os trabalhadores e os reformados do nosso país precisam de soluções para os seus problemas, mas o Governo opta por não as concretizar.

As promessas eleitorais que o PS veio agora fazer para 2025 contrastam com as opções que o Governo faz: o Governo faz promessas para 2025, mas recusa as soluções que podiam e deviam ser concretizadas agora.

O quotidiano de centenas de milhar de trabalhadores do nosso país continua profundamente marcado por uma realidade de baixos salários, de precariedade, de horários desregulados, de cortes nos direitos, que o PS não quer combater.

Soluções para o País e as convergências necessárias

Senhor Presidente,
Senhoras e senhores Deputados,

O país precisa de soluções para os problemas nacionais.

Precisa de soluções que garantam o aumento geral dos salários para todos os trabalhadores como emergência nacional, incluindo o aumento do salário mínimo mas também dos restantes salários que nos últimos anos não subiram ao mesmo ritmo.

Na Escola Pública, é urgente combater a carência e precariedade dos professores

Senhor Presidente,
Senhor Ministro,
Senhores Secretários de Estado,
Senhoras e Senhores Deputados,

Muito se falou do Plano de Recuperação das Aprendizagens, mas em muitos casos quaisquer boas intenções acabaram por esmurrar-se na dura realidade. Em muitas escolas, mesmo onde havia plano de recuperação, foi difícil avançar porque a concretização do que estava planeado impunha, como é evidente, o reforço do número de trabalhadores, nomeadamente de docentes.

É urgente dar resposta à carência de meios materiais e humanos que se colocam ao Ministério Público e à Polícia Judiciária

Senhor Presidente,
Senhores Deputados,

A detenção na África do Sul e a interposição do processo de extradição do antigo banqueiro João Rendeiro, condenado por crimes de natureza económica e financeira, é um acontecimento de relevo para a aplicação da justiça em Portugal e representa um indesmentível sucesso para a atuação da Polícia Judiciária.

Não tem razão o Dr. Rui Rio quando acusa a Polícia Judiciária de foguetório para favorecer o Governo. Como já afirmou alguém, insuspeito de antipatia pelo PSD, é “não ter noção”.

O SNS defende-se com a implementação de soluções concretas para a contratação e fixação de profissionais de saúde

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados,
Sra. Ministra,

Com a aprovação de propostas do PCP no Orçamento de Estado para 2021, este passou a dispor de um conjunto de instrumentos, que permitem dar resposta a diversos problemas que afetam o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O PS juntou os seus votos à direita para chumbar a resposta de esquerda no combate à precariedade laboral

Sr. Presidente,
Srs. Deputados,

O PCP apresentou o Projeto de lei de combate à precariedade porque os trabalhadores precisam de solução para os seus problemas, precisam de solução:

- Para que os seus contratos de trabalho sejam reconhecidos;

- Para que não terem de viver sujeitos aos contratos a prazo ou temporários;

- Para não serem sujeitos à chantagem e incerteza do período experimental de 180 dias ou dos contratos de muito curta duração;

- Para que as empresas não possam despedir e contratar a seu bel-prazer.

A gratuitidade das creches para todas as crianças é um exemplo de que vale a pena lutar!

Sr. Presidente,
Srs. Deputados,

Votámos hoje a gratuitidade das creches para todas as crianças, independentemente dos escalões – uma conquista que é inseparável da proposta, da intervenção e da persistência do PCP par alcançar este objectivo.

Uma proposta que não constava do programa do PS, nem do Governo do PS, e que só a insistência do PCP na sua implementação permite hoje que a gratuitidade das creches para todas as crianças, de enorme importância para as crianças e para as famílias, fique inscrita em lei com uma concretização plena em 2024.

Pelo fim do cartão do adepto e zceap. Pelo desporto como expressão popular e de liberdade

Declaração de voto oral sobre o Projecto de Lei que revoga o “Cartão do Adepto”, pela não discriminação e estigmatização de cidadãos em recintos desportivos

Quando em 2019 a lei do combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espetáculos desportivos, foi alterada com introdução pelo governo de novos instrumentos, entre outras questões, fomos contra e tentamos eliminar falsas soluções como o cartão do adepto e das respetivas zonas especiais.