União Europeia

Diretiva sobre o tabaco e limiar mínimo fiscal

A Diretiva relativa aos impostos especiais sobre o consumo de tabaco de 2011 (Diretiva 2011/64/UE) estabelece a obrigação de que todos os impostos sobre os cigarros tenham um sistema misto, ou seja, que eles tenham dois componentes: um proporcional que será aplicado no preço de venda e um específico que é definido como um valor fixo que será pago por cada cigarro. A mesma diretiva permite a cada país estabelecer um imposto mínimo para cada categoria de produtos de tabaco, evitando assim a existência de marcas muito baratas no mercado.

Desvalorização da lira turca de produção de felpos em Portugal

A produção de felpos e lençóis representam 60% das exportações do têxtil-lar, subsector da fileira têxtil. Em 2018, este subsector atingiu um valor recorde superando os 800 milhões de euros nas vendas ao exterior. Para este desempenho, contribuem 15 mil trabalhadores concentrados numa centena de empresas no Vale do Ave, mas também em polos de produção mais pequenos, como em Cortegaça ou Viseu.

Plafonamento dos pagamentos diretos

Há muito que as organizações representativas da pequena e média agricultura reclamam uma mais justa distribuição dos apoios da Política Agrícola Comum, com especial destaque para o FEOGA. Com efeito, é o próprio comissário que reconhece que 20% dos agricultores concentram 80% dos pagamentos directos. Procurando dar resposta a esta injustiça, a Comissão Europeu avançou com uma proposta de plafonamento nos 100 mil euros incluindo uma modulação a partir dos 60 mil euros.

Sobre o futuro do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermédio (INF) e o seu impacto

O Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermédio contribuiu para reduzir significativamente o número de mísseis na Europa, tornando este continente o seu principal beneficiário. Trata-se de um importante instrumento de garantia da paz. Os recentes desenvolvimentos são preocupantes. Responsabilizamos em primeiro lugar a política agressiva protagonizada pela administração norte-americana que cedo ameaçaram com a sua retirada do Tratado.

O investimento estrangeiro é competência do País, não da União Europeia

O Parlamento Europeu votou hoje uma proposta de regulamento que estabelece um quadro para a análise pela União Europeia de investimentos diretos estrangeiros nos diferentes países que a integram.
A proposta da Comissão Europeia pretende, a pretexto de uma alegada “defesa de sectores estratégicos”, criar um mecanismo de controlo do investimento estrangeiro, sob a alçada da Comissão Europeia, em domínios tão importantes como a energia, os transportes ou o setor financeiro.

Parlamento Europeu aprova Resolução sobre Retrocesso em matéria de direitos das mulheres e de igualdade de género na UE

O Parlamento Europeu aprovou a Resolução sobre "Retrocesso em matéria de direitos das mulheres e de igualdade de género na UE", cujo Relator foi o deputado do PCP, João Pimenta Lopes.

A Resolução denuncia o violento ataque aos direitos laborais, económicos, sociais e culturais das populações, com particular incidência sobre as mulheres como consequência das políticas impostas pela União Europeia e implementadas pelos vários governos nacionais.

Disposições comuns sobre o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, o Fundo Social Europeu Mais, o Fundo de Coesão e o Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas, e regras financeiras para estes Fundos

A chamada “condicionalidade macroeconómica” esteve e está na base da chantagem e da ameaça de sanções aos Estados, como a feita a Portugal em 2016, com a perspectiva de suspensão dos fundos estruturais e de investimento devido ao incumprimento das metas do défice e da dívida impostas pela UE.

Parlamento Europeu aprovou alteração subscrita pelos deputados do PCP que rejeita a condicionalidade macroeconómica na utilização dos fundos comunitários por cada país

O Parlamento Europeu aprovou a alteração subscrita pelos deputados do PCP que elimina o artigo 15.º da proposta de regulamento apresentada pela Comissão Europeia – relativo à chamada “condicionalidade macroeconómica” – que impunha a suspensão dos fundos estruturais e de investimento em caso de incumprimento das metas do défice e da dívida por parte de um país. Um mecanismo de chantagem, que esteve na base da ameaça de suspensão dos fundos a Portugal e Espanha em 2016.

Sobre a proposta de regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho que altera o Regulamento (CE) n.º 924/2009 no que respeita a determinados encargos de pagamentos transfronteiriços na União e aos encargos de conversão cambial

Entendemos a preocupação com os pagamentos transfronteiriços. Compreendemos até as vantagens de alinhar o custo destas transações com os valores praticados dentro de cada estado membro.
Mas o verdadeiro problema está no custo elevadíssimos que os nacos cobram por estes serviços que, mesmo internamente, chegam a atingir valores exorbitantes. Alias, é o próprio BCE que incentivou os bancos a aumentarem as suas comissões para aumentar a rentabilidade do seu capital. São declarações públicas da responsável máxima pelo Sistema Único de Supervisão que atestam esta orientações.

Quadro para a análise dos investimentos estrangeiros diretos na União Europeia

Registamos a preocupação da UE sobre a necessidade de proteger empresas estratégicas dentro do espaço da União Europeia. Não deixamos de assinalar uma boa dose de hipocrisia. Com efeito, esta mesma União Europeia, preocupada com o investimento estrangeiro, foi a mesma que obrigou Portugal a vender as suas empresas estratégicas, com particular violência no período da Troika.