Intervenções

A recusa do Governo em dar a resposta que se impõe avoluma os problemas os trabalhadores e a sua desprotecção social

Senhor Presidente,
Senhor Primeiro-Ministro,

O PCP tem apresentado e defendido soluções para que a resposta aos problemas dos trabalhadores seja concretizada.

É urgente uma efectiva valorização dos trabalhadores da Administração Pública que levam já 11% de perda do poder de compra com os seus salários congelados.

Foram considerados imprescindíveis, foram aplaudidos, foram-lhes exigidos esforços adicionais no combate à crise sanitária. E nem o Orçamento nem os compromissos do Governo lhes dá resposta na valorização dos seus salários e das suas carreiras.

Recusar as soluções do PCP é afastar jovens da docência e o agravar o problema da falta de professores e professores qualificados

Senhor Presidente,
Senhor Primeiro-Ministro,

A Escola Pública precisa de professores qualificados, valorizados e em número adequado para que se possa diminuir o número de alunos por turma e para que nenhum aluno fique sem professor a alguma disciplina.

Custos com a energia e combustíveis: é preciso alívio fiscal e mexer nas margens e nos preços máximos

Senhor Primeiro-Ministro,

O PCP tem trazido à discussão soluções para a intervenção do Estado nas empresas e sectores estratégicos, em especial soluções para os custos com a energia e os combustíveis.

A lógica especulativa que está por detrás dos aumentos dos preços da energia e dos combustíveis podia ser resolvida se o Estado tivesse o controlo sobre este sector estratégico.

Se o Estado tivesse em mãos uma empresa como a Galp poderia intervir no mercado, determinando um preço ao qual os restantes concorrentes teriam de se adaptar.

Que resposta dá o Governo aos milhões de famílias ameaçadas de serem expulsos das suas casas e dos seus bairros?

Senhor Primeiro-Ministro

O Governo sabe que as questões da Habitação têm vindo a ser sistematicamente colocados pelo PCP no debate sobre as respostas que o País precisa para os problemas que são sentidos no dia-a-dia das pessoas.

O Governo sabe que a perspetiva que coloca de resposta a esta questão está muito longe de responder – não ao PCP, mas aos portugueses! – quer no parque público de habitação, quer no regime do arrendamento.

A atual situação do SNS exige soluções. O PCP apresentou-as ao Governo e bate-se por elas

Senhor Presidente,
Sr. Primeiro-ministro,

O PCP discutiu com o Governo soluções inadiáveis para contratar e fixar profissionais no SNS:
A valorização e dignificação das carreiras e remunerações;
A implementação da dedicação exclusiva;
A autonomia das unidades de saúde na contratação de trabalhadores e na realização de investimentos;
O reforço dos incentivos para a fixação de médicos e enfermeiros nas áreas carenciadas

É preciso assumir medidas e compromissos, de resposta global aos problemas nacionais

Senhor Presidente,
Senhor Primeiro-Ministro,

O sentido que queremos dar a este debate é o de reafirmar as soluções que temos para os problemas do País e de confrontar o Governo com as respostas que são necessárias.

É preciso assumir medidas e compromissos, de resposta global aos problemas nacionais.

Uma resposta global em que o Orçamento deve inserir-se mas que vai para lá dele.