Intervenções

Sobre a apreciação do veto sobre a eutanásia

Senhor Presidente,
Senhores Deputados,

A oposição do PCP em relação às iniciativas sobre a legalização da eutanásia que estão hoje de novo em causa é bem conhecida e ficou claramente expressa nos debates que aqui foram realizados nas duas últimas legislaturas.

PCP, força decisiva com quem os portugueses sabem que podem contar

Senhor Presidente,
Senhores Deputados,

Já que na semana passada se encerrou o debate do Orçamento do Estado com palavras de belas canções, ocorre voltar a José Mário Branco e citar um simples verso: “houve aqui alguém que se enganou”.

Enganaram-se os partidos da direita e comentadores ao seu serviço que acusavam o PCP de transformar o debate sobre os Orçamentos do Estado numa mera encenação onde o PCP e o PS simulavam divergências quando se sabia que, no final, ambos votariam o Orçamento.

Há soluções e o PCP bate-se por elas

Senhor Presidente,
Senhoras e senhores Deputados,
Senhor Primeiro-Ministro e demais membros do Governo

Fizemos este debate do Orçamento da mesma forma e com os mesmos objectivos com que durante os últimos meses o discutimos com o Governo.

Conhecemos as dificuldades que o País atravessa, conhecemos as dificuldades do nosso povo e os problemas que enfrenta no dia-a-dia e sabemos que há soluções e possibilidades de as concretizar, houvesse vontade política para isso.

O PS recusou todas as propostas do PCP de aumento do SMN

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados,
Senhores membros do Governo,
Senhor Ministro da Economia,

Quero ir direto ao assunto da economia, das empresas e dos salários. Há um facto indesmentível: as micro e pequenas empresas são as que mais vivem do mercado interno, do rendimento disponível das famílias, e por isso precisam mesmo do aumento dos salários, incluindo o Salário Mínimo Nacional.

Por uma resposta global aos problemas da juventude e do País

Os jovens não são um artifício retórico. Os jovens precisam e o país precisa dessa resposta global aos seus problemas e é isso que o PCP tem tentado que o governo perceba.

Os jovens que precisam de poder estudar e formar-se têm de ter acesso ao ensino superior, o país precisa de mais gente qualificada e de mais ciência e tecnologia. O país precisa de acabar com os entraves que são as propinas, as bolsas insuficientes ou a falta de alojamento, tal como o PCP propõe. A recusa do governo em chegar-se à frente nestas questões significa futuros comprometidos e significa atraso para o país.

O PCP não prescinde de lutar, seja em que circunstâncias for, por essa resposta de que o País necessita

Senhor Presidente
Senhor Primeiro-Ministro e demais membros do Governo,
Senhoras e senhores deputados,

A resposta global aos problemas nacionais, aos problemas que pesam na vida dos trabalhadores e do povo, não pode ser adiada.

Para o PCP, a questão que esteve sempre colocada foi se este Orçamento, e o quadro de opções políticas em que ele se insere, abre ou não perspetivas para a superação desses problemas.

Foi sempre e continuará a ser esse o sentido da intervenção do PCP.