Intervenções
Sobre a situação no Irão
17 Janeiro 2018
A situação que se vive no Irão é bem sintomática das contradições e volatilidade da situação internacional.
São dos sectores mais pobres da sociedade que emanam os protestos, aqueles que mais serão afectados pelas reformas previstas no novo orçamento do país, reagindo às profundas desigualdades da sociedade iraniana. Uma sociedade fustigada com as consequências das políticas neoliberais mas também pelas sanções impostas pelo imperialismo norte-americano.
A reacção das autoridades não é inédita num regime teocrático que mantém ilegalizado o partido comunista Tudeh do Irão.
Intervenção no Parlamento Europeu sobre o Pacote "Energia Limpa"
16 Janeiro 2018
Mais limpa ou menos limpa, mais verde ou mais cinzenta, a chamada “União da Energia” não significa senão o grande e liberalizado mercado único europeu da energia.
As consequências no sector da energia não serão diferentes do que aconteceu noutros sectores liberalizados: a concentração monopolista à escala europeia, beneficiando os oligopólios da energia e prejudicando os consumidores, em especial os mais vulneráveis.
Para nós, a energia deve ser vista simultaneamente como um bem público e como um sector estratégico.
Conservação dos recursos haliêuticos e proteção dos ecossistemas marinhos através de medidas técnicas
15 Janeiro 2018
Não obstante as promessas feitas aquando da última reforma da Política Comum das Pescas, esta contínua a ser uma política fortemente centralizada, que ignora a diversidade que caracteriza o sector, ao nível de frotas, recursos e pescarias.
A mirífica regionalização vem redundando numa mão cheia de nada.
Continuamos a ter uma política desfasada da realidade, que vem criando dificuldades sobretudo ao segmento da pesca de pequena escala, costeira e artesanal.
Esta proposta de regulamentação vem confirmá-lo, uma vez mais.
Sobre a execução do pilar social
14 Dezembro 2017
Os vinte princípios enumerados no dito “Pilar Social” configuram um embuste, uma tentativa de branqueamento das políticas da União Europeia e de propagação da ideia de compatibilidade entre direitos laborais e sociais e políticas que objectivamente os limitam ou negam.
A justiça social é indissociável da política económica. Uma Europa verdadeiramente social não é compatível com as políticas do Euro, da União Bancária, da Governação Económica, do Semestre Europeu, da militarização e da securitização, do ataque constante à soberania e ao desenvolvimento dos povos.
Sobre uma Estratégia Europeia de Mobilidade Hipocarbónica
14 Dezembro 2017
Acompanhamos muitas das considerações e recomendações que o relatório deixa.
Mas é evidente que o relatório que hoje se discute poderia, deveria, ter sido mais ambicioso, nomeadamente na necessidade da defesa e investimento em sectores que já se enquadram na mobilidade hipercarbónica como o transporte ferroviário.
Sobre o reconhecimento pelos EUA de Jerusalém como capital de Israel
12 Dezembro 2017
A decisão dos EUA de reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel constitui uma violação do direito internacional, uma agressão ao martirizado povo palestiniano e uma provocação aos povos árabes, com perigosas e imprevisíveis consequências.
Alterações a vários regulamentos no domínio da agricultura e do desenvolvimento rural
11 Dezembro 2017
Este regulamento Omnibus representa uma oportunidade perdida para corrigir os erros do passado que estiveram na base de um período de instabilidade sem precedentes e que tem levado milhares de agricultores a falência.
Não deixando de assinalar alguns aspetos positivos designadamente na elegibilidade de áreas para efeitos de pagamento único, nos apoios aos jovens agricultores ou ainda ao reforço das OPPs, a verdade é que esta revisão passa ao lado dos grandes problemas que afetam a vida dos agricultores que continuam a não receber o preço justo pela sua produção.
Combater as desigualdades para fomentar a criação de postos de trabalho e o crescimento
11 Dezembro 2017
Este relatório apresenta-se contraditório, mesmo esquizofrénico.
Por um lado, afirma, e bem, que o combate às desigualdades se fará pela defesa da contratação colectiva, pelo aumento dos salários, pela regulação de horários e combate ao trabalho precário, pelo aumento das prestações sociais e reforço e universalidade dos serviços de proteção, e pela promoção de serviços públicos universais, nas áreas da saúde e da educação.
Sobre o chamado Pilar Europeu dos Direitos Sociais
7 Dezembro 2017
O chamado Pilar Social dos Direitos Sociais, assinado em Gotemburgo, apresentado como nova iniciativa para reforçar a “dimensão social” da UE, não traz, em verdade, qualquer novidade.
Uma iniciativa que mantém intocado o conjunto das políticas associadas à Governação Económica, ao Semestre Europeu, à União Económica e Monetária ou ao Tratado Orçamental. As mesmas políticas que promoveram na última década brutais ataques aos direitos laborais e sociais, e sobre as quais se vislumbra apenas o seu aprofundamento, com mais exploração e empobrecimento.
Sobre a aplicação da Estratégia Europeia para a Deficiência
7 Dezembro 2017
A Estratégia Europeia para a Deficiência deve ser considerada um relevante documento orientador nas salvaguardas devidas aos cidadãos com deficiência.
Registamos, contudo, as críticas das organizações e associações de deficientes, expressas também no relatório, do âmbito limitado da Estratégia e do seu reduzido alcance face à ausência de financiamentos para a sua implementação e por não contribuir para os objectivos de emprego, inclusão social e redução da pobreza.
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