Vias seguras e legais para as migrações. Investimento em políticas de integração social. Respeito pelos direitos sociais e laborais como direitos universais. Rejeição das discriminações e combate à instrumentalização das migrações pelos grandes interesses económicos.
Nada disto norteia as políticas da União Europeia.
Do Pacto para as Migrações, ao Orçamento para 2025 passando pelas mais recentes conclusões do Conselho Europeu, o que a UE tem para apresentar é a preferência pelo fecho e retenção nas fronteiras de migrantes e refugiados, são as detenções e as dificuldades nos procedimentos de asilo, é uma política migratória tão selectiva que se torna intransponível até para quem procura refúgio da guerra, da fome ou da morte.
Escondendo a indecência das suas políticas atrás do sarcasmo, a UE designa agora de “promoção dos regressos” a política de expulsões de migrantes e refugiados.
Faz falta outra política.
Uma política de migração inclusiva, de respeito pelos direitos humanos e da dignidade de todos os indivíduos, independentemente da sua origem.
É disso que os povos precisam.