Senhor Presidente, Senhor Comissário Brunner,
A estratégia europeia de segurança interna define prioridades erradas, ameaça as liberdades dos cidadãos e dedica-se a caçar bruxas enquanto fecha os olhos aos crimes de colarinho branco e às ameaças da extrema-direita.
A proposta apresentada pela Comissão comete quatro pecados capitais.
Primeiro, centra as suas atenções nas agências europeias, quando a prioridade devia ser o apoio ao investimento nas forças e nos serviços de segurança de segurança nacionais.
Segundo, reforça mecanismos de vigilância das pessoas e aponta perspetivas de mais restrições de direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, incluindo a sua privacidade e a proteção dos seus dados pessoais.
Terceiro, desconsidera completamente o combate à criminalidade económica e financeira, incluindo aquela que se desenvolve utilizando a liberdade de circulação de capitais e modernos meios e capacidades tecnológicos.
Quarto, instrumentaliza a religião e os migrantes, fazendo deles bodes expiatórios da criminalidade, fechando os olhos a práticas criminais e ameaças que têm origem em forças de extrema-direita.
Esta estratégia não garante a segurança nem defende a democracia.