Senhora Presidente,
A raiz da corrupção está na natureza da política que é feita e nos interesses que serve.
Uma política que esteja ao serviço dos trabalhadores e dos povos não dá espaço à corrupção. Pelo contrário, é a política que serve os interesses económicos e as multinacionais que é a raiz da corrupção, da promiscuidade, do tráfico de influências, das ligações entre o poder político e o poder económico que minam os fundamentos da democracia e a credibilidade das suas instituições.
A resposta a dar à corrupção não pode ser o lançamento da suspeita generalizada, como se todos os eleitos e responsáveis políticos tivessem as mesmas opções e comportamentos.
Esse é um discurso errado, que é o discurso que serve à extrema-direita.
Não, os políticos não são todos iguais.
Há uns que se colocam ao serviço do poder económico e das multinacionais, incluindo a extrema-direita.
Por muito que tentem disfarçar, a extrema-direita é a tropa de choque do poder político corrupto ao serviço dos grupos económicos e das multinacionais. E vamos continuar a denunciá-los e a dar-lhes combate.
A resposta a dar à corrupção tem de ser essa: a da denúncia do combate a quem desvirtua o voto do povo para se pôr ao serviço do poder económico.