Senhora Presidente, recorro ao artigo 163.º para expressar o nosso desagrado pelo facto de o Parlamento Europeu continuar a recusar um debate que tenha no centro a defesa dos direitos dos trabalhadores, da melhoria das suas condições de trabalho e de vida como fatores de desenvolvimento económico e social, particularmente no momento em que esses direitos estão sob ataque em vários países da União Europeia, com alterações à legislação laboral, com a degradação dos salários, com o aumento do custo de vida.
Esta situação é absolutamente crítica e urgente. Sessão após sessão, parece haver acordo geral de que esta é uma questão absolutamente essencial.
Mas, a verdade é que na agenda dos trabalhos do Parlamento Europeu, nunca se encontra espaço para se fazer esse debate a fundo sobre uma política que é absolutamente urgente de valorização das condições de vida e de trabalho dos trabalhadores em todo o espaço da União Europeia.
Voltaremos a insistir até que esse debate seja feito, porque não desistimos da defesa dos direitos dos trabalhadores como critério absolutamente essencial e indispensável para o progresso e o desenvolvimento.



