O resultado das eleições na Hungria é marcado pela derrota do Fidesz – força política que governou aquele país nos últimos 16 anos – e pela vitória do Tisza – partido liderado por Péter Magyar, que ainda recentemente integrava o partido dirigido por Viktor Orbán –, tendo apenas ficado representadas no parlamento forças de direita e extrema-direita, o que deixa antever o prosseguimento de uma política contrária aos interesses dos trabalhadores e do povo húngaro.
A vitória do Tisza – força política criada em 2020 e relançada em 2024 com a entrada de Péter Magyar para a sua liderança – representará, apesar de diferenças, o prosseguimento e aprofundamento de aspectos essenciais da política do Fidesz ao serviço do grande capital, incluindo aqueles que estão alinhados com as políticas neoliberais e militaristas da União Europeia. Entre aquelas que estão programadas, encontram-se, por exemplo, a gradual eliminação dos preços regulados da electricidade e do gás para as famílias; a imposição aos novos trabalhadores dos fundos de pensões privados; privatizações; a aplicação dos critérios do Pacto de Estabilidade; ou aumento das despesas militares no âmbito da NATO e um maior alinhamento com a política da UE de prolongamento da guerra na Ucrânia.
Importa recordar que o partido de Viktor Orbán, que integra desde 2024 um dos grupos parlamentares de extrema-direita, chegou a partilhar com o PSD e o CDS o Grupo do Partido Popular Europeu (PPE) no Parlamento Europeu.
Nesta ocasião, o PCP saúda e expressa a solidariedade aos comunistas e outros democratas e patriotas húngaros que persistem na defesa dos direitos, interesses e aspirações dos trabalhadores e povo húngaro, da paz e do progresso social.