Declaração escrita de João Ferreira no Parlamento Europeu

Programa de actividades da Presidência Italiana

A social-democracia recuperou posições de governo nalguns países da UE, sendo os casos mais visíveis os da França e da Itália.
No primeiro caso, o tempo que decorreu de presidência Hollande é sobejamente elucidativo quanto às opções e caminhos seguidos. O homem que prometia mudar a Europa e o mundo assumiu como suas as políticas da direita, consagradas em instrumentos como o Tratado Orçamental, o Pacto para o Euro Mais, a legislação da Governação Económica e o Semestre Europeu. Políticas que foram alvo de um impressivo julgamento popular, com o PS/Hollande a sofrer uma estrondosa derrota nas recentes eleições para o Parlamento Europeu.
É este o caminho, são estas as políticas da social-democracia europeia. É também este o caminho, são também estas as políticas da Presidência italiana.
A retórica do crescimento e da mudança, com floreados sociais q.b., não esconde, quanto à substância, a identidade de posições com a direita europeia e a co-responsabilidade perante as políticas neoliberais que nos trouxeram à situação de desastre económico e social que hoje enfrentamos em muitos países, de que Portugal é um doloroso exemplo.
O compromisso assumido com o comércio livre e desregulado, patente na intenção de concluir as negociações relativas ao tratado transatlântico UE-EUA, é apenas um entre muitos outros exemplos...

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