Comunicado do Gabinete de Imprensa dos Deputados do PCP no PE

PCP quer debate sobre o aumento das taxas de juro na Sessão Plenária do Parlamento Europeu

PCP quer debate sobre o aumento das taxas de juro na Sessão Plenária do Parlamento Europeu

No seguimento da decisão do Banco Central Europeu (BCE) de 11 de Junho de aumentar as taxas de juro em 25 pontos-base, elevando-as para 2,25%, o deputado do PCP no Parlamento Europeu, João Oliveira, tomou a iniciativa de propor um debate para a próxima Sessão Plenária do Parlamento Europeu sobre os efeitos desta medida, tendo sido apoiado por outros 39 deputados de vários grupos políticos.

 

Esta iniciativa soma-se à proposta de debate que João Oliveira apresentou no início da Sessão Plenária de Junho do Parlamento Europeu e que acabou por não ser inscrita na sua agenda.

 

O aumento das taxas de juro, apresentado como instrumento de combate à inflação, não responde às causas reais do actual quadro inflaccionário, designadamente a ruptura das cadeias de abastecimento, incluindo as de combustíveis e fertilizantes, resultante da agressão militar dos EUA e Israel contra o Irão, e a sua exploração especulativa por parte dos grupos económicos.

 

O aumento das taxas de juro agrava o aumento do custo de vida, o empobrecimento e as dificuldades enfrentadas por amplas camadas da população, nomeadamente as famílias, os trabalhadores e as micro, pequenas e médias empresas, enquanto impulsiona os lucros já grosseiros do sector financeiro. Em países como Portugal, onde os créditos com taxa variável representam uma parcela significativa do crédito à habitação, os efeitos são particularmente graves, impondo custos adicionais a famílias e trabalhadores, além do impacto sobre as micro, pequenas e médias empresas e os investimentos produtivos.

 

Com esta proposta, João Oliveira quer conhecer as medidas que a Comissão Europeia pretende adoptar para evitar que os efeitos do aumento das taxas de juro recaiam sobre os povos, incluindo a possibilidade de mobilizar os lucros extraordinários do sector bancário – que é directamente beneficiado com esta decisão – como instrumento para compensar os custos dos empréstimos à habitação, aos sectores produtivos e à actividade económica, bem como medidas de regulação dos preços e de combate à especulação e liberalização no sector energético.
 

 

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