Inserido na acção nacional do PCP de esclarecimento e mobilização sob o lema «Defender o direito à Saúde, Defender o SNS», que contou com mais de 60 iniciativas por todo o País — entre tribunas públicas, contactos com utentes, protestos e momentos de luta — Paulo Raimundo, Secretário-Geral do PCP participou, pelo final da manhã, num contacto com trabalhadores e utentes do Hospital de Braga.
A Parceria Público-Privada «drena recursos públicos, que podiam ser canalizados para o reforço do serviço público e valorização dos seus trabalhadores», salientou Paulo Raimundo em declarações à imprensa, em frente ao Hospital de Braga.
«Estamos cá a defender a continuidade deste hospital, com muitas provas dadas, profissionais altamente qualificados, gente empenhada, com vontade de cumprir o juramento que fez, de “vestir a camisola” do SNS, o único que dá resposta às necessidades da população», afirmou o Secretário-Geral, acrescentando que «não precisamos de transformar o que está a funcionar bem, ainda por cima, para o transformar num negócio». Segundo o dirigente comunista, é preciso «criar condições para que o hospital consiga dar a resposta necessária», com «mais profissionais: médicos, enfermeiros e auxiliares».
No mês de Março, o Governo anunciou o retorno do Hospital de Braga, entre outras unidades, ao modelo de gestão de PPP. O hospital, que serve cerca de 1,1 milhões de utentes, já tinha sido gerido neste regime, tendo, em 2019, regressado à gestão pública directa.
A reversão da PPP ocorreu num quadro político-institucional favorável aos utentes e traduziu-se no aumento de cirurgias e consultas, garantindo o tratamento da doença independentemente da condição social de cada utente.
Em Braga, impõe-se garantir a gestão pública do Hospital, criar um Hospital Universitário que valorize o ensino, a investigação e a proximidade à Universidade, bem como assegurar a construção de uma nova ala de cirurgia, respondendo às necessidades da população e reforçando o Serviço Nacional de Saúde.











