A vida está mais cara. É sentido quando se vai ao supermercado e traz-se menos, é sentido quando se vai pôr combustível na viatura, é sentido nos elevados custos com a habitação.
O aumento do custo de vida não está desligado da agressão militar dos EUA contra o Irão, que PSD, CDS, IL e CH apoiaram, o que os torna responsáveis por todas as suas consequências, incluindo o aumento de preços de bens e serviços essenciais; nem está dissociado do aproveitamento dos grupos económicos, com o objetivo de maximizar os seus lucros, que atingem valores recorde à custa das crescentes dificuldades dos trabalhadores e do povo
Veja-se, o preço de referência do petróleo no mercado internacional está a descer, mas isso não está a ter tradução nos preços dos combustíveis no nosso País. Para aumentar é muito rápido, quando toca a diminuir a conversa já é outra.
Ainda ontem o Governo dizia que queria saber porque os combustíveis não descem ao ritmo a que subiram. Como não são ingénuos nem anjinhos, não passa de profunda hipocrisia para tentar enganar os mais distraídos. O Governo sabe tão bem como nós, que o que pagamos está a ir para as margens de lucro dos grupos económicos, por isso é que tão urgente fixar e reduzir preços - a medida que se impõe e que o Governo se recusa a fazer.
Na habitação é cada vez mais difícil encontrar uma casa que se consiga pagar. Aí estão os aumentos das taxas de juro, com o que isso significa de aumento das prestações à banca de quem tem crédito à habitação. Mais uma vez são os lucros da banca que são protegidos e não a habitação das famílias, o que revela bem para quem se está a governar.
O preço das casas aumentou 17,8% segundo os dados mais recentes. Arrendar uma casa em Lisboa custa em média 1750€ (é quase o dobro do salário Mínimo Nacional), no Porto 1500€, Setúbal 1300€ e o Governo ainda considera moderada uma renda até 2300 euros! É de só de quem está totalmente desfasado da vida real dos trabalhadores e das famílias.
O que a vida demonstra é que as opções políticas do Governo só contribuíram para agravar o problema e aumentar os preços da habitação que são absolutamente proibitivos e especulativos.
Face a tudo isto, vir propor medidas fiscais só vai servir para aumentar as margens de lucro de quem tem vindo a ganhar com a atual situação.
É por isso que olhar apenas para o plano fiscal é redutor e não vai contribuir para baixar preços, vai sim contribuir para aumentar as margens de lucro dos grupos económicos. E quem acha que é por aqui está a ser cúmplice e a apoiar os especuladores, nos alimentos, nos combustíveis ou na habitação.
Enfrentar o aumento do custo de vida exige desde logo o aumento intercalar dos salários e das pensões. Exige coragem para regular e fixar preços e combater a especulação. Exige o aumento da disponibilização de habitações públicas, a revogação da lei do arrendamento urbano e a regulação do valor das rendas.
Trazemos duas iniciativas concretas, fixar e reduzir os preços dos alimentos, dos combustíveis e do gás engarrafado. Já há regulação de preços em Portugal. A Assembleia da República pode tomar esta decisão, o que é preciso é vontade política. O que é preciso é enfrentar os interesses dos grupos económicos e não amochar perante eles, castigando trabalhadores, as famílias, as populações.
Com quem estão, com os especuladores que se apropriam dos salários e das pensões, ou com os trabalhadores e os reformados, com uma vida digna para quem trabalha e trabalhou uma vida inteira?
Se estão com os trabalhadores, os reformados e o povo têm uma solução, acompanhar o PCP nas propostas que trazemos!







