Senhor Deputado Paulo Nascimento Cabral, este relatório tem vários elementos, alguns deles de natureza contraditória, particularmente na relação — que continua a não ser uma relação — entre setores económicos que sejam tratados de forma igual e com particular preocupação para a pesca artesanal e costeira.
E era sobre isso que lhe queria fazer uma pergunta: não lhe parece que as várias referências que há à importância da pesca artesanal e costeira, à necessidade da sua proteção, à necessidade de envolver os pescadores e as comunidades costeiras na definição das políticas da cogestão são boas referências para contrariar políticas como a do Governo português, que tem secundarizado e marginalizado os pescadores e as comunidades marítimas?



