Já não há palavras para descrever a política genocida de Israel contra o povo palestiniano.
Mas quando debatemos a situação da Palestina e particularmente em Gaza, aquilo que ouvimos no Parlamento Europeu da parte da União Europeia é isto: "A minha mensagem foi clara: numa nova guerra, ambos os lados perdem. Tive a oportunidade de passar mensagens claras ressaltando as prioridades da UE para Gaza, conforme declarado pelos líderes da União Europeia no Conselho Europeu em Março – a libertação de reféns, um retorno imediato ao cessar-fogo e a retomada das entregas de ajuda humanitária em grande escala para a Faixa de Gaza."
E da parte do Partido Popular Europeu é isto: "Acredito que cabe aos israelenses escolher entre um primeiro-ministro que enlouqueceu um pouco, eu diria, e alguém que tenha a abordagem de seus antecessores, que foram muito mais bem-sucedidos na solução dessa questão tão complexa e difícil.".
Estas afirmações são reveladoras da posição cúmplice que a União Europeia tem assumido com o genocídio de que o povo palestiniano está a ser alvo às mãos de Israel.
E os números são devastadores.
Há já neste momento cerca de 160 mil mortos e feridos fora os desaparecidos, onde se incluem 206 jornalistas, 399 trabalhadores humanitários e 1.060 profissionais de saúde.
Estas palavras, de resto, foram proferidas poucos dias depois de ser conhecida a notícia da morte de 15 paramédicos e socorristas que terão sido assassinados um a um por Israel e enterrados numa vala comum, poucos dias perto da visita de Kaja Kallas, a vice -presidente da União Europeia e alta representante para a Política Externa.
Isto revela a necessidade e a urgência da proposta que apresentámos no Parlamento Europeu.
Uma proposta de resolução individual subscrita por 15 deputados de outros grupos políticos propondo a imediata suspensão do acordo de associação entre a União Europeia e Israel.
E o que se exige no imediato é um cessar-fogo que seja permanente.
É o acesso da ajuda humanitária a quem ainda o necessita, particularmente na faixa de Gaza.
É o respeito pelos direitos do povo palestiniano que são reconhecidos pelas resoluções das Nações Unidas, nomeadamente o direito ao seu próprio Estado.