Intervenção de Maria das Dores Meira, Candidato da CDU à Presidência da Câmara Municipal de Almada, Apresentação da Candidatura da CDU à Presidência da Câmara de Almada

Por uma Almada que se define como muito mais do que um reflexo da outra margem, que se define e afirma como urbe moderna, orgulhosa, trabalhadora

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Quero, antes de mais, cumprimentar e, mais do que isso, saudar, o meu camarada e amigo Secretário-Geral do PCP Jerónimo de Sousa, que me dá a enorme honra de estar comigo neste momento.

Por ele, saúdo todos e todas as militantes do PCP aqui presentes e que vão começar, hoje e aqui, o caminho que vai levar a CDU à presidência da Câmara Municipal de Almada.

Saúdo, com igual honra, Vitor Cavaco, membro da Comissão Executiva Nacional do Partido Ecologista os Verdes, assim como o presidente da Intervenção Democrática, João Geraldes, que, nesta terra almadense, dispensa mais apresentações. Estes são os nossos companheiros que, na CDU, vão caminhar lado a lado, com total confiança, na conquista da Câmara Municipal de Almada.

Saúdo, obrigatoriamente, o povo de Almada que é, afinal, a razão primordial por que aqui estou, assim como todos os autarcas do nosso concelho que hoje nos acompanham, tal como amigos e amigas de variadíssimas instituições que aqui marcam presença.

Endereço um cumprimento muito especial aos meus amigos que vieram de Setúbal, em especial ao André Martins, que assumirá, estou certa, os destinos daquele concelho na presidência da Câmara, e ao Manuel Pisco, que irá liderar a Assembleia Municipal setubalense. Este é um cumprimento que é extensível a todos os trabalhadores e dirigentes da autarquia sadina que hoje me quiseram acompanhar.

À minha família quero, acima de tudo, agradecer por me ter ajudado, ao longo destas duas décadas em que sou autarca, a fazer este caminho, que ainda vai apenas a meio, muitas vezes com enorme sacrifício, um agradecimento que dirijo.

Por último, agradeço ao meu sobrinho João Meira que exemplifica bem os sacrifícios que a minha família tem feito para me apoiar, pois ele hoje decidiu estar aqui, mesmo sendo o seu dia de aniversário.

Obrigada João.

Caros amigos
Caras Amigas

É por Almada e pelo futuro que hoje aqui me apresento perante vós.

Pela Almada com que continuamos a sonhar.

Pelo melhor futuro que temos a certeza de sermos capazes de construir hoje.

Por Almada e pelo futuro, daqui parto para uma viagem que quero fazer com todos os que fazem desta terra a sua terra.

Tenham aqui nascido, para aqui tenham vindo trabalhar ou tenham escolhido Almada porque só aqui querem viver, quero que me acompanhem, lado a lado, com passo certo e decidido neste caminho que agora iniciamos.

Temos muito caminho para andar, mas sei que o faremos unidos como os dedos da mão e que havemos de chegar ao fim desta estrada.

Quando lá chegarmos, partiremos para nova etapa, sempre com as vozes ao alto por Almada.

Por uma Almada que é mais do que uma margem e nem admite ser colocada à margem; por uma Almada que se define como muito mais do que um reflexo da outra margem, que se define e afirma como urbe moderna, orgulhosa, trabalhadora.

Que sabe quem é.

Aqui, nesta margem, sabemos muito bem quem somos e quem queremos ser.

Somos Almada, somos almadenses.

Apenas isso.

E só isso é muito.

Por essa razão, posso aqui dizer-vos, com a força da minha convicção, que assumo a confiança que em mim é depositada para servir Almada e os almadenses.

Agradeço ao meu partido, o Partido Comunista Português, ao Partido Ecologista Os Verdes, à Intervenção Democrática e a todos os homens e todas as mulheres que se identificam com o projeto autárquico da CDU a confiança que têm em mim, na equipa que vamos constituir e no caminho que vamos fazer.

Caros amigos
Caras amigas

Esta é a minha terra.

Foi aqui que, desde muito jovem, comecei a minha atividade cívica e política.

Poderão dizer que estou a voltar a Almada, mas a verdade é que nunca de cá saí.

Aqui vivo, aqui tenho família, amigos e amigas, aqui amo…

Por onde andei, fosse na vida profissional e empresarial a que me dediquei, fosse na vida autárquica, fiz trabalho de que me orgulho profundamente.
Fiz trabalho que é reconhecido e valorizado pelos mais variados setores.

Contribui, com o projeto da CDU, para fazer do que era uma terra cinzenta, sem dinheiro e sem perspetivas, uma cidade renovada, bela, acolhedora e virada para o futuro.

Fiz, com os que me acompanharam, mais cidade.

Quero continuar a fazê-lo porque sei que sou capaz.

Acima de tudo porque sei que, convosco, somos capazes.

Aprendi muito e dei provas de que aprendi bem nestes vinte anos em que sou autarca, como foi demonstrado pelo vasto e maioritário apoio que recebi nos três atos eleitorais em que fui a votos para ser eleita presidente.

Dar a esta terra, que é também a minha, aquilo que sei é o que quero fazer convosco.

Agora, depende de nós chegar ao fim desta estrada.

Está nas nossas mãos ouvir e acolher o que os almadenses têm para nos dizer.

Somos uma terra maravilhosa.

Almada é o município mais populoso do continente ao sul da capital, com notável rede de equipamentos e infraestruturas que resultaram do intenso trabalho da CDU ao longo de quarenta anos.

Estamos numa localização geográfica invejável.

Temos intensa vida social, que a designação de capital do associativismo reconhece; temos vida cultural intensa e fluorescente.

Somos ponto de encontro de culturas e tradições que, do país e do mundo, aqui chegaram.

Em Almada estão instaladas sedes de prestigiadas escolas e centros de investigação e ciência internacionalmente reconhecidos, de que um dos mais notórios exemplos será a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Temos também escolas de excelência como a Emídio Navarro, de onde saíram muitos dos mais qualificados técnicos que foram edificar um dos maiores e melhores estaleiros navais do mundo.

Somos sinónimo de longa tradição de luta pela liberdade e pela democracia. Uma luta espelhada por todo o concelho em nomes de ruas e monumentos.

Caros amigos
Caras amigas

Só os almadenses são donos da sua vontade de serem senhores do seu futuro.

Querem, muito justamente, ser parte da solução e, mais do que isso, serem os próprios agentes da solução para os problemas que enfrentam.

Quando algo corre menos bem, não é a eles que se deve atribuir as responsabilidades, mas sim a nós próprios.

Somos nós que devemos saber se estivemos longe quando devíamos estar perto; se demos como certo aquilo que era incerto; se entendemos como evidente o que necessitava de esclarecimento; se considerámos prematuro o que era urgente.

Esse é também o compromisso que assumo hoje convosco. O compromisso de estar perto dos almadenses, de ouvir, a cada momento, o que têm para nos dizer enquanto formos detentores do poder municipal; o compromisso de esclarecer e de avaliar com rigor o que é urgente e o que pode esperar.

Servir as populações no poder local ou no serviço público exige de nós disponibilidade total para ouvir, dialogar, decidir e concretizar.

Muitos e muitos almadenses dão dezenas de milhares de horas de trabalho voluntário à comunidade nas associações e coletividades de que fazem parte, ou em trabalho solidário em instituições.

São, para nós, um exemplo.

Por isso, contamos com eles.

Quero, contudo, que saibam que podem também contar comigo todos os dias, todas as horas, todos os minutos.

Só assim sei viver.

Dizem que sou exigente.

É verdade. Sou mesmo muito exigente.

Em primeiro lugar, comigo própria e com os que comigo trabalham.

Sou exigente, frontal e firme nas convicções, o que não me retira minimamente a capacidade de ser dialogante.

É que aqueles para quem trabalhamos levam uma vida de sacrifício, tantas e tantas vezes pagos com insegurança, doença e salários miseráveis.

Por isso, exigem de nós que sejamos exigentes. E eu sou e vou continuar a sê-lo.

Na CDU conhecemos Almada como ninguém.

Até os que têm, atualmente e transitoriamente, o poder na câmara municipal o reconhecem.

Nem poderiam fazer outra coisa…

É nossa responsabilidade, é nosso dever pôr fim a este período de retrocesso para que Almada foi empurrada nos últimos quase quatro anos.

E para isso o que precisamos fazer?

Muito, precisamos de fazer muito.

Temos de reabrir o diálogo com as associações, com as instituições de solidariedade social e outras, com as escolas, com as populações, com as empresas e os empresários.

Temos de corrigir anos de má governação que, de forma grave e inaceitável, provocaram feridas no ambiente.

Precisamos, sem tabus, de enfrentar os problemas da mobilidade no nosso concelho, dos fluxos de trânsito ao estacionamento, dos transportes públicos aos modos suaves de mobilidade, das pequenas vias aos grandes eixos de ligação aos concelhos vizinhos.

Temos de aproveitar o novo quadro legal para resolver os problemas da habitação, acabar com as barracas, dignificar e qualificar a habitação pública municipal, sempre com a participação dos moradores.

Temos de aprofundar as medidas de apoio aos idosos, tão fortemente atingidos pela pandemia.

Precisamos de reforçar o apoio às famílias e às crianças, criar condições para o aumento da natalidade e melhorar as condições de vida dos pais e das mães.

Temos de continuar a trabalhar para a plena emancipação das mulheres no trabalho e na sociedade.

Temos muito caminho para andar, mas sei que o faremos unidos como os dedos da mão e que havemos de chegar ao fim desta estrada.

Quando lá chegarmos, partiremos para nova etapa, sempre com as vozes ao alto por Almada.

Partiremos para a concretização do que defendemos para esta terra.

Para a edificação de um concelho virado para o futuro que se afirma na Área Metropolitana de Lisboa por via de um processo de desenvolvimento integrado, assente numa gestão de maior proximidade com as comunidades locais e que promove a qualificação e valorização do território, a coesão social, a qualidade de vida das populações, a mobilidade sustentável e uma economia mais competitiva.

E como chegamos lá?

Como conseguiremos alcançar essa Almada que é mais do que uma margem e nem admite ser colocada à margem?

Essa cidade que se define como muito mais do que um reflexo da outra margem, que se define e afirma como urbe moderna, orgulhosa, trabalhadora?

Vamos promover e dignificar a identidade almadense, estimulando o nosso orgulho próprio e autoestima; vamos desenvolver e aprofundar a participação cidadã e aproximar cada vez mais as populações da gestão autárquica.

Na rota que traçámos, são etapas cruciais o apoio e valorização do movimento associativo e demais agentes culturais, desportivos e sociais.

Vamos definir sólida estratégia de educação e promoção ambiental, transversal aos vários setores da sociedade almadense.

Prioritário é o lançamento de um programa de construção de habitação pública, em parceria com o Instituo da Habitação e Reabilitação Urbana, destinado ao arrendamento acessível e renda apoiada e à requalificação dos bairros municipais de iniciativa pública.

Mas sempre, e isto é muito importante, com a participação das comunidades locais.

Vamos concluir, sem margem para dúvidas, o processo de revisão do Plano Diretor Municipal e desenvolver instrumentos de gestão territorial para áreas chave do território.

No topo das nossas prioridades está a implementação de um plano de ação integrado para a valorização e qualificação da frente costeira e ribeirinha de Almada que dedique especial atenção à necessidade de restauro de ecossistemas, adaptação às alterações climáticas, à mobilidade, à requalificação urbana e ao desenvolvimento do turismo, do recreio e do lazer.

As prioridades para este futuro que sonhamos são muitas e complexas. Por isso, não hesitamos em assumir a necessidade de avançar rapidamente com a dinamização de processos de reconversão das áreas urbanas de génese ilegal.

Estas são apenas algumas das etapas da viagem que hoje e agora aqui iniciamos com o apoio de todos e de todas as almadenses.

A nossa rota Por Almada é muito longa e teremos oportunidade de vos mostrar, em detalhe, todo o caminho que queremos fazer.

Para já, fica também o compromisso de promover e qualificar a oferta de transportes públicos, em especial com a melhoria da intermodalidade, do serviço prestado e da sua eficiência ambiental.

Em matéria de transportes, é nossa firme vontade iniciar a expansão da rede do metro de superfície até à Costa da Caparica e ao Seixal e retirar o metro de cima de terra no centro de Almada para que passe a circular debaixo de terra, acabando assim com as dificuldades geradas por este meio de transporte hoje indispensável para todos nós.

Este é, aliás, um compromisso central a que damos a maior importância e que assumimos, com total clareza, que se traduz numa obra que levará mais do que um mandato a concretizar.

Vamos, igualmente, criar uma rede municipal de modos suaves, com corredores pedonais e cicláveis, articulada com as principais interfaces de transportes públicos.

Estes são alguns dos compromissos que assumimos para garantir um melhor futuro para Almada.

Se o fazemos, é porque temos a certeza de somos capazes de começar a construir este futuro já hoje.

Sabemos, contudo, que só seremos capazes de fazer este longo caminho se pudermos melhorar a eficiência dos serviços municipais. Para isso, precisamos de contar com todos e, muito em especial, com os trabalhadores do município.

Vamos, por essa razão, apostar na valorização destes trabalhadores e na melhoria das condições em que trabalham. Porque, na verdade, os trabalhadores são o motor da Câmara Municipal de Almada. São eles que, todos os dias, poem em movimento a enorme máquina que é esta autarquia. Sem eles, nunca conseguiremos chegar ao fim da estrada.

Por esse motivo, aqui fica o nosso compromisso de valorizar os trabalhadores e trabalhadoras desta câmara municipal.

Caros amigos
Caras amigas

Termino como comecei.

Temos muito caminho para andar, mas sei que o faremos unidos como os dedos da mão e que havemos de chegar ao fim desta estrada.

Quando lá chegarmos, juntos partiremos para nova etapa, sempre com as vozes ao alto por Almada.

Vamos então ao caminho, porque se faz tarde.

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