O segundo dia das Jornadas Parlamentares do PCP «As intempéries e a resposta necessária» decorreu no distrito de Coimbra, onde os deputados contactaram com populações e agricultores afectados pelas consequências das cheias, enxurradas e deslizamentos de terras ocorridos no início do ano.
Em Coimbra, junto à Ribeira de Eiras, os deputados ouviram relatos de moradores e comerciantes que continuam a enfrentar graves dificuldades na sequência das cheias de Fevereiro. A subida das águas provocou a destruição de infraestruturas, a inundação de habitações e prejuízos significativos para diversas famílias e actividades económicas. Passados cerca de cinco meses, subsistem situações de habitantes sem acesso às suas casas e sem respostas adequadas para os problemas causados pelas intempéries.
A jornada prosseguiu no Baixo Mondego, onde o PCP contactou com agricultores afectados pelas cheias. Apesar dos compromissos assumidos pelo Governo PSD/CDS, os apoios continuam longe de corresponder às necessidades existentes. Mais de quatro meses após os prejuízos sofridos, apenas uma reduzida parte das compensações prometidas chegou aos agricultores. Foi ainda assinalada a preocupação quanto às obras em curso na Obra Hidroagrícola do Mondego que, apesar da reposição da circulação de água no canal principal de rega, se prolongarão até ao final do ano, mantendo incertezas relativamente às próximas campanhas agrícolas.
Em Penacova, o PCP contactou com a população afectada pelo corte da Estrada Nacional 110, interrompida desde Janeiro devido a um deslizamento de terras. Cinco meses depois, a situação continua sem solução, condicionando a mobilidade das populações e a actividade económica local. Os testemunhos recolhidos evidenciaram que esta não é uma situação isolada, persistindo no distrito de Coimbra diversos constrangimentos resultantes de vias interrompidas ou condicionadas.
Os contactos realizados ao longo do dia confirmaram a necessidade de uma intervenção mais rápida e eficaz por parte do Governo, assegurando os apoios necessários às populações e aos agricultores afectados, bem como a mobilização dos meios indispensáveis para a reposição das infraestruturas e das condições de circulação nas zonas atingidas pelas intempéries.












