Senhora Presidente, Senhora Comissária Mînzatu, recusamos a abordagem neoliberal que olha para a formação profissional como compensação pelo despedimento, ou para as qualificações dos trabalhadores como instrumento para o aumento da exploração laboral por via da apropriação de maiores fatias da riqueza criada.
O ensino e a formação profissional têm de estar associados a uma distribuição mais justa da riqueza, incluindo por via do aumento dos salários. Entendemos também que a formação profissional tem de ser vista a partir de uma perspetiva centrada no trabalhador como instrumento para a melhoria do emprego, dos salários, das condições de trabalho, do desenvolvimento profissional, incluindo ao nível das carreiras e das profissões.
Ensino e formação profissional não podem substituir a responsabilidade dos Estados por políticas de promoção do pleno emprego e de promoção do emprego de qualidade e devem considerar o desenvolvimento científico e tecnológico a partir das necessidades dos trabalhadores e não em contradição com os seus direitos.
A introdução de novas tecnologias ou o uso da IA têm de ser considerados como instrumento de valorização do trabalho e dos trabalhadores e não como fatores de ameaça aos seus direitos. E, como já disse também, devemos recusar lógicas de segregação social na abordagem ao ensino profissional a partir do sistema educativo.



