Estamos a fazer aqui hoje um contacto com a população, um contacto com a realidade, com a certeza de que, se de facto isto é mais um período de descanso e de férias, os problemas das pessoas não foram férias, continuam aí todos.
O aumento do custo de vida, o aumento geral dos preços, os salários que não chegam, as pensões que são baixas, a questão da habitação é um exemplo desses.
Nós somos confrontados com estas duas realidades: A realidade do faz de conta, dos números que são todos espetaculares, a economia a crescer, a inflacção a baixar; E depois a realidade da vida, que é as condições de vida cada vez mais difíceis e esse contraste brutal com os lucros que continuam a subir de forma extraordinária.
Mesmo neste período de descanso e neste período de férias toda essa realidade se manteve. E portanto o nosso papel é exactamente esse: denunciar os problemas, avançar com propostas, procurar responder aos problemas das pessoas.