Paulo Raimundo visitou a Ovibeja, onde ficou claro o contraste entre a propaganda do governo e a realidade.
Os agricultores continuam sem apoios após as intempéries e agora enfrentam custos insustentáveis com combustíveis e fertilizantes. A grande distribuição paga mal aos agricultores e cobra cada vez mais caro à população e o governo limita-se a assobiar para o lado. Perante uma situação já difícil para os agricultores, a União Europeia está a preparar cortes profundos na PAC e o governo português mostra-se disponível para aceitar.
É preciso outra política agrícola: apoiar os pequenos e médios agricultores, avançar com a compra pública de factores de produção, desde logo fertilizantes, regular preços e impedir a ditadura da grande distribuição que esmaga os agricultores e espreme os consumidores.
O País precisa de valorizar a produção nacional e garantir a sua soberania alimentar.


