Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, Acto Público de Apresentação dos cabeças de lista da CDU ao município de Almada

Um percurso de trabalho, realizações e obra que orgulha este concelho e quem nele vive e trabalha

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Apresentamos hoje, neste acto público, as candidaturas de Joaquim Judas e de José Manuel Maia à presidência da Câmara e da Assembleia Municipal de Almada.

Um acto que é em si expressão do projecto colectivo que a CDU constitui e da assumida responsabilidade de quem há mais de trinta anos tem nas suas mãos um percurso de trabalho, realizações e obra que orgulha este concelho e quem nele vive e trabalha.

É precisamente alicerçado nesse valor insubstituível de um projecto e acção colectivos que estamos certos de que, num momento em que uma das obreiras mais visíveis desse trabalho – a camarada Maria Emília – prosseguirá noutras tarefas a sua contribuição para construirmos uma sociedade e uma vida mais justa e solidária, a CDU verá confirmada a confiança dos almadenses. Uma confiança que a CDU nunca frustrou em todos os que ao longo de sucessivos mandatos deram à CDU a responsabilidade maior e bem sucedida de fazer de Almada uma cidade e um concelho de uma dimensão cultural e humana incontornável.

Um trabalho e uma obra que são inseparáveis da contribuição dada por centenas de eleitos que, nos órgãos municipais e nas freguesias, assumem a responsabilidade de dar corpo ao projecto da CDU e de muitas centenas de outros - trabalhadores da autarquia, activistas da CDU, militantes dos partidos que integram a coligação, dirigentes de organizações populares e sociais que asseguram a nossa ligação aos trabalhadores e à população do concelho.

Um trabalho e uma obra indissociáveis da valiosa e dinâmica vida associativa, expressão ímpar de participação e formação cívicas, do carácter participado e descentralizado da sua gestão autárquica e do património de luta de gerações de trabalhadores que marcaram e marcam a realidade social e económica deste concelho.

Um trabalho que mostra o valor superior da gestão pública, que testemunha que os padrões de qualidade do serviço público são, não só possíveis, como um imperativo para melhor servir as populações.

Uma obra que confirma, pela resposta inovadora exigida à gestão de uma cidade como Almada, os critérios de valorização do interesse e espaço públicos indispensáveis à qualificação da vida urbana e à afirmação de cidade com vida própria, densidade social e dimensão cultural.

Um trabalho e uma obra inseparáveis da natureza e dos princípios de uma força disponível para assumir e exercer as maiores responsabilidades para servir o povo e não para se servir, para dar atenção redobrada aos que menos têm e menos podem, para erguer a sua voz contra as injustiças, pela defesa dos direitos e conquistas de Abril, da democracia e da liberdade.

Neste concelho reúnem-se e confluem não só uma inegável capacidade de realização revelada na imensa obra realizada como uma intervenção marcada pela luta na defesa dos direitos e aspirações dos trabalhadores e da população.

Num momento, em que como raras vezes, os trabalhadores e o povo estão sujeitos a uma cruzada de espoliação de direitos, salários e rendimentos, o valor e significado da CDU, do seu reforço, da presença de mais eleitos assume uma redobrada importância: como força de realização e promoção de desenvolvimento local mas também como factor essencial para dar voz, expressão e força à defesa dos interesses populares e para afirmar mais alto a inadiável urgência de ruptura com a política de direita.

Nunca umas eleições autárquicas estiveram tão ligadas às questões mais gerais do país, nem, nunca como agora, a defesa do poder local esteve tão ligada à luta mais geral contra a política de direita, o Pacto de Agressão em que esta política actualmente se suporta e à concretização de uma política alternativa.

A ofensiva contra o poder local é parte integrante do processo de exploração, empobrecimento, liquidação de serviços públicos e funções sociais.

Quando atacam o poder local, roubam os recursos financeiros a que têm direito ou liquidam freguesias, não estão atacar só as autarquias ou os eleitos, mas sim a negar às populações o seu direito a ver satisfeitas as necessidades, a ver melhoradas as suas condições de vida.

Ao que o poder local representou de progresso contrapõem-se agora pela mão do governo e do Pacto de Agressão um programa de retrocesso, uma agenda de retrocesso social, económico, cultural.

Aquele retrocesso e atraso que o país herdou do 24 de Abril e que o poder local democrático, enquanto conquista de Abril, venceu confirmando-se como um factor de elevação das condições de vida do povo, de satisfação de necessidades básicas, de promoção cultural e de desenvolvimento local.

A ofensiva contra o poder local que este governo e a política de direita em geral têm prosseguido, é um verdadeiro ajuste de contas com Abril, um processo de regressão civilizacional no quadro mais global de liquidação de direitos e de privação às populações da resposta às suas aspirações e necessidades.

A defesa do poder local é inseparável de rejeição do Pacto de Agressão e da derrota do governo. Assim como a defesa das condições de vida dos trabalhadores e do povo e do próprio futuro de Portugal como nação soberana são inseparáveis da ruptura com a política de direita e a construção de uma política alternativa, patriótica e de esquerda.

Cada dia que passa é um passo mais, dado no caminho do abismo social e do desastre económico. Cada balanço económico revelado é um testemunho mais sobre a inadiável urgência de pôr fim a este governo e a esta política. Não só não há mudança de política sem derrota deste governo, como, ao contrário do que o PS afirma, não há crescimento económico nem criação de emprego com juras de fidelização à Troika e ao Pacto de Agressão.

O que o PS quer já se percebeu: manter vivo um governo politicamente moribundo a pensar apenas como pode capitalizar o mal e o sofrimento que está a ser imposto ao País.

Numa operação de propaganda o PS endereçou, semanas atrás, uma proposta para reunir com o PCP. Ao que se percebeu para um fazer de conta quanto a uns acordozitos numa ou noutra autarquia seguramente para pôr outros a dar câmaras ao PS.

O que é relevante para testemunhar da pouca seriedade da proposta do PS, foi a sua recusa quando colocado perante a disponibilidade do PCP não para falar deste ou daquele assunto local mas sim para debater e examinar a questão crucial da rejeição do Pacto de Agressão, da demissão do governo e da realização de eleições antecipadas. A verdade, que a comunicação social silenciou, é que o PS recusou qualquer exame sério que conduzisse à ruptura com a política de direita e à libertação do país do programa de submissão e dependência que lhe está a ser imposto.

Nos tempos que se avizinham e em que prepararemos estas eleições, o que predominará na cabeça de milhares de portugueses são as suas preocupações e inquietações ditadas pelas dificuldades presentes, a incerteza quanto ao seu futuro, as consequências de uma política de desastre nacional.

Mas isso não retira importância a estas eleições nem ao que elas podem representar no plano local e nacional.

Pelo contrário! Em Outubro próximo o reforço da CDU, das suas posições, da sua votação, do número dos seus eleitos assume uma enorme importância e significado.

Mais CDU significará mais capacidade de resolução dos problemas locais, uma mais sólida garantia do trabalho, honestidade e competência que lhe é reconhecida,

Mais CDU significará o reforço da presença que assegura a defesa e representação dos interesses populares, mais força com que os trabalhadores e a população podem contar na defesa dos serviços públicos, do acesso à saúde e à educação.

Mais CDU significará mais força aos que lutam por uma política alternativa, patriótica e de esquerda, que abra caminho a uma vida digna e a um futuro com segurança.

Dizemos às populações que podem confiar na CDU!

Porque a CDU, e os seus eleitos, dão confiança pelo trabalho que realizam, pela honestidade com que exercem os seus mandatos, pela reconhecida competência no desempenho das suas funções!

Porque as populações sabem que é na CDU que podem confiar para defender os seus direitos e interesses, porque é na CDU que têm encontrado e sabem poder continuar a encontrar o apoio às suas justas reivindicações, à sua luta em defesa da freguesia, da escola ou do direito à saúde que querem roubar!

Porque é na CDU e no seu reforço que os portugueses têm a oportunidade mais sólida de olhar com confiança para o futuro do seu país e das suas vidas!

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