Quinze dias após a entrada em vigor do Orçamento de Estado para 2013, as previsões macroeconómicas do Banco de Portugal arrasam literalmente as previsões do Governo e mostram que, no corrente ano, a espiral recessiva da economia se vai aprofundar.
O Banco de Portugal estima para 2013 uma queda do PIB (-1,9%), do Investimento de (-8,5%) e do Consumo Privado (-3,6%) que são praticamente o dobro das quedas previstas pelo Governo, uma subida das Exportações de 2% que é também quase metade da prevista pelo Governo e a destruição de quase 100 mil postos de trabalho.
Depois de terem sido destruídos 141 mil postos de trabalho em 2011, 187 mil em 2012, o Banco de Portugal estima agora uma destruição de quase 100 mil postos de trabalho em 2013. A confirmar-se esta previsão o país terá perdido como resultado da concretização Pacto de Agressão mais de 400 mil postos de trabalho em 2 anos e meio.
A confirmarem-se estas estimativas, o país, no final de 2013, 2 anos e maio após o Pacto de Agressão, terá uma queda acumulada do PIB de cerca de 7,2%, e a destruição de mais de 400 mil postos de trabalho, a par da quebra no investimento de 41%, do Consumo Privado de 14%, do Consumo Público de 11% e da Procura Interna de 17,5%.
Previsões que, não tendo por base medidas adicionais além do OE 2013, adverte o Banco de Portugal, deixam antever a possibilidade de a recessão ser ainda maior.
A necessidade de se travar esta política e de se demitir este Governo é um imperativo nacional. É urgente, necessário e possível pôr fim ao desastre a que sucessivos governos e o Pacto de Agressão nos têm conduzido. Com o PCP, com a luta dos trabalhadores e do povo será possível derrotar este governo e a sua política e abrir caminho a uma política e a um governo patrióticos e de esquerda para um Portugal com futuro.