Pergunta ao Governo N.º 945/XVII/1

Salários em atraso na Santa Casa da Misericórdia de Abrantes

Chegou ao conhecimento do PCP que aos trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Abrantes, que desempenham um papel essencial no cuidado, acompanhamento e garantia da dignidade de utentes, não foi paga a totalidade dos salários relativos ao passado mês de janeiro.

De realçar que a maioria destes trabalhadores aufere o salário mínimo nacional.

Esta situação ocorre num contexto de forte agravamento do custo de vida, com sucessivos aumentos dos preços de bens e serviços essenciais como o pão, leite, café, ovos, carne, rendas, medicamentos, telecomunicações, seguros e transportes, tornando ainda mais difícil a vida de quem vive exclusivamente do seu salário.

O pagamento parcial do salário cria situações de grande insegurança económica e social e coloca todos os trabalhadores visados numa situação de extrema fragilidade e dificuldade em fazer face às necessidades mais básicas.

Assim, por considerar que é da mais elementar justiça que se resolva a situação destes trabalhadores com a máxima urgência, o Grupo Parlamentar do PCP, ao abrigo da alínea d) do artigo 156.º da Constituição e nos termos e para os efeitos do artigo 229.º do Regimento da Assembleia da República, vem solicitar ao Governo, através da Secretária de Estado para a Inclusão, os seguintes esclarecimentos:

1 - Tem o Governo conhecimento da situação de salários em atraso na Santa Casa da Misericórdia de Abrantes?

2 - Que diligências realizou ou tenciona realizar para assegurar o pagamento imediato da totalidade dos salários em falta aos trabalhadores?

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