Num momento em que assistimos ao agravamento da situação social e económica e às consequências da COVID-19, exigia-se uma resposta sem precedentes.
As medidas até agora adoptadas pela UE estão longe de responder à dimensão dos problemas e este Orçamento não é excepção.
Em vez do necessário aumento e do reforço da sua função redistributiva, persistem os cortes na coesão e na agricultura e a ausência da promoção de uma efetiva convergência no progresso económico e social entre os Estados-Membros, optando por aumentos no militarismo, na consolidação da “UE Fortaleza” e no intervencionismo externo.
Impunham-se medidas que, livres de condicionalidades e constrangimentos das políticas da UE, contribuíssem para o apoio às estratégias de desenvolvimento dos Estados, para a promoção do investimento público, o apoio aos sectores produtivos e estratégicos, aos serviços públicos, à criação de emprego com direitos, à luta contra a pobreza e a exclusão social, e o combate às desigualdades e assimetrias no pleno uso do potencial de cada país e região.