Inserida na acção nacional do PCP de esclarecimento e mobilização sob o lema «Defender o direito à Saúde, Defender o SNS», que contou com mais de 60 iniciativas por todo o País — entre tribunas públicas, contactos com utentes, protestos e momentos de luta — realizou-se, ao final da tarde, em frente ao Hospital de São João, no Porto, a tribuna pública «Por mais profissionais e melhor resposta aos utentes», com a participação do Secretário-Geral do PCP.
A desvalorização das carreiras e a falta de profissionais no Serviço Nacional de Saúde, com a consequente sobrecarga de trabalho — bem expressa nas milhares de horas extraordinárias realizadas todos os meses — marcaram os vários testemunhos que ali se fizeram ouvir.
No encerramento da sessão, Paulo Raimundo reafirmou o compromisso do PCP com a defesa do SNS — uma conquista da Revolução, erguida pelo empenho e organização de profissionais e utentes. «Prevenção! Prevenção! Prevenção!», foi a palavra de ordem destacada para sublinhar a natureza distintiva do SNS face à dos grupos que lucram com a doença. A partir desta ideia, lançou o desafio à mobilização e defesa desta conquista já nas próximas comemorações do dia 25, por todo o País.
Pela voz de Paulo Peres, assistente técnico, e Teresa Pereira, médica, foram denunciadas as dificuldades criadas ao trabalho dos vários profissionais e à sua fixação, num quadro de acção governativa que «esvazia progressivamente o SNS». Maria Inês Costa apontou a ausência de resposta pública na área da saúde mental, tão necessária aos jovens e à população em geral, e da qual resultam também entraves ao acesso à profissão e à fixação no SNS por parte dos recém-formados em Psicologia. Já Febrónia Bernardo trouxe a perspectiva dos utentes, que continuam a confiar no SNS, mas que conhecem igualmente os muitos serviços que antes existiam mais perto das populações e que entretanto desapareceram ou foram concentrados.
Um caminho que João Gonçalves, da DORP, denunciou não trazer qualquer melhoria aos serviços, aos profissionais ou aos utentes, servindo apenas para criar o vazio onde cresce o negócio da doença. Um rumo que enfrenta a resistência do PCP e da população do distrito do Porto.












