Neste mandato que agora termina, é incontornável denunciar a insistência em reforçar a imposição de condicionalismos orçamentais, incidindo agora, para lá do défice e da dívida, sobre a despesa pública acentuando, por essa via, uma maior pressão sobre o investimento nos serviços públicos, para mais contenção salarial, mais retrocessos nos direitos laborais e sociais, mais privatizações. São reforçados instrumentos de pressão, chantagem e sanção, que atentam contra o direito de Estados, como Portugal, a determinar soberanamente e livre de constrangimentos o seu caminho de desenvolvimento, limitando por esta via a necessária resposta aos problemas com que se confronta. Não basta rejeitar a reforma do Pacto de Estabilidade, a que me refiro, é preciso revogá-lo, como propusemos, apresentando a alternativa que urge – um Pacto pelo Progresso Social e pelo Emprego que consagre: • a promoção do pleno emprego, o reforço do trabalho com direitos; • o reforço dos serviços públicos e funções sociais dos Estados; • o respeito pela soberania de cada país; • a concretização dos princípios de coesão económica, social e territorial e da sustentabilidade ambiental.
Mais Vídeos

Ver vídeo
Um Orçamento para os grupos económicos e multinacionais

Ver vídeo
Condenar a acção de Israel - Reforçar a solidariedade com a Palestina

Ver vídeo
PCP confronta o Governo com os problemas que existem na manutenção da CP

Ver vídeo
Os problemas do transporte fluvial no Tejo precisam de ser resolvidos imediatamente

Ver vídeo
O Governo está a favorecer a especulação imobiliária e não a defender o acesso à habitação

Ver vídeo
Sobre a Autorização Legislativa que estabelece o regime especial aplicável às embarcações de alta velocidade e fixa o respetivo regime sancionatório

Ver vídeo
A Conta Geral do Estado de 2023 confirma que o PCP tinha razão ao votar contra o Orçamento do Estado

Ver vídeo