Discutiu-se aqui hoje a execução da política de coesão.
Para lá dos diferenciados níveis de execução ou disparidades regionais e de maior ou menor convergência, esteve ausente do debate o quadro de políticas - nomeadamente macroeconómicas, mas não só - que são contrárias aos objectivos da coesão.
Da dita livre concorrência no mercado único, à moeda única (desajustada das condições e necessidades de vários estados), a diversos instrumentos que lhes estão associados e que condicionam políticas ou comprimem investimento.
Estes são poderosos factores de divergência - como o tempo e a situação específica de regiões de países mais periféricos do sul-sudoeste, como Portugal, têm vindo a comprovar - que os envelopes da coesão, cada vez mais diminutos e alinhados por condicionamentos vários, não podem contrariar.
Para lá da rápida e eficaz mobilização dos fundos, o que se exige é que estes sejam livres de condicionalidade e que sirvam as opções de investimento que respondam às necessidades, estratégia de desenvolvimento e realidade económica e social de cada país.