O exemplo grego é, por agora, a mais viva demonstração do que pode suceder, e de facto sucedeu, a um país periférico do Euro.
O Euro encurralou a periferia entre a espada e a parede: ou a chantagem dos especuladores, ou a chantagem da troika.
Entretanto, o Euro continua a desfiar o infindável novelo da austeridade.
No caso de Portugal, renovam-se as pressões para reduzir a despesa pública primária, em particular no sector da saúde, e para aumentar a despesa associada ao pagamento da dívida. Menos dinheiro para a saúde, mais dinheiro para a dívida: disse há dias à Comissão Europeia.
O Euro é isto. Ataque aos serviços públicos, à saúde, à educação, à segurança social e aos salários. O dinheiro existe mas desaparece numa dívida que se alimenta a ela própria.
Responder aos problemas do país exige enfrentar os constrangimentos e imposições associados ao Euro – os que já hoje existem e os que se prepararam a pretexto da chamada reforma do Euro.
Exige afirmar a soberania nacional e um projecto de desenvolvimento soberano assente no progresso social.