Apesar das propostas que apresentámos terem sido
confirmadas, pelo voto, em sessão plenária do PE, como:
1. O reconhecimento da especificidade das
catástrofes naturais de índole mediterrânica;
2. A criação de um programa comunitário de
protecção da floresta face aos incêndios;
3. A avaliação da possibilidade da criação de um
fundo de calamidades agrícolas;
4. A manutenção da elegibilidade de catástrofes de
índole regional no Fundo de Solidariedade;
5. A adaptação do Fundo de Solidariedade, ao nível
dos prazos e das acções elegíveis, à especificidade das catástrofes naturais,
como a seca e os incêndios;
6. A concessão de atenção especial às regiões mais
desfavorecidas em caso de catástrofes naturais.
Registe-se que, por proposta de deputados oriundos
de países da UE do Centro e do Norte da Europa, e apesar do nosso voto contra,
foi mitigada a consideração da especificidade da floresta mediterrânica, que,
anteriormente, havíamos conseguido assegurar.
Em bom português, mais um exemplo de que
"quem tem unhas é que toca guitarra", ou de como, o número
diferenciado de deputados de cada país, com o predomínio dos países do Centro e
Norte da Europa, é determinante neste parlamento "federalista", para
colocar em causa os interesses dos países do Mediterrâneo, onde se registam
mais de 90% dos incêndios florestais.