Solidariedade com as forças populares da Bolívia

Solidariedade com as forças populares da Bolívia

Nas vésperas do acto eleitoral que se realiza na Bolívia, o PCP dirigiu uma carta ao Partido Comunista da Bolívia e ao Movimento ao Socialismo, onde saúda as forças populares, revolucionárias e progressistas bolivianas, reafirmando a solidariedade dos comunistas portugueses para com a luta dos trabalhadores e povo bolivianos em defesa da sua soberania e independência, do direito inalienável que lhes assiste a determinar o seu futuro e vias de desenvolvimento livres da ingerência e pressões do imperialismo.

Reiterando a condenação do golpe de Estado de Novembro de 2019 e da subjacente campanha de desestabilização reaccionária que levou à demissão e saída forçadas do país do presidente legítimo do Estado Plurinacional da Bolívia, Evo Morales, o PCP expressou os melhores sucessos à candidatura de Luís Arce, apresentada pelo MAS e o conjunto de forças populares, em que se integra o Partido Comunista da Bolívia, às eleições presidenciais de 18 de Outubro, sublinhando a necessidade do respeito da vontade popular democraticamente expressa pelo voto, que os sectores golpistas reaccionários ameaçam de novo não aceitar.

O PCP expressou a sua condenação da violência e da repressão exercida pelo governo golpista de Jeanine Áñez contra as mobilizações dos trabalhadores e das forças sociais, assim como da campanha de intimidação e perseguição político-judicial movida contra o MAS e outras forças populares.

As privatizações, o descalabro económico, a corrupção, a explosão da pobreza e das injustiças sociais e a incapacidade de defender a saúde do povo boliviano no actual quadro pandémico, não só confirmam o carácter profundamente anti-popular do golpe de Estado, como evidenciam as graves consequências no plano económico e social da subordinação da Bolívia à agenda do imperialismo norte-americano e seus títeres da oligarquia e reacção bolivianas.

O PCP transmitiu a sua convicção de que através da resistência e capacidade de luta, os trabalhadores e massas populares bolivianas conseguirão, mais cedo do que tarde, derrotar a ofensiva reaccionária, restabelecer a democracia e fazer valer os direitos e interesses do povo boliviano.

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