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A Festa do Avante é um espaço de celebração
da Liberdade. | Pavilhão Central | Avanteatro | Música | Livros | Debates |
O Pavilhão Central, este ano, será um palco privilegiado das comemorações do 30º Aniversário do 25 de Abril. “Que Viva Abril, Sempre!” será o lema da grande exposição que o Pavilhão Central da Festa do «Avante!» apresentará aos seus visitantes. Estará dividida em quatro espaços: o fascismo em Portugal, a resistência antifascista (onde se reproduzirá o ambiente de uma tipografia clandestina), o 25 de Abril e as conquistas da Revolução, e os ataques dos sucessivos governos às conquistas de Abril. O vídeo será uma componente importante da exposição, com a passagem de um filme de homenagem a José Carlos Ary dos Santos, intitulado “As Portas que Abril Abriu”, bem como um outro filme com imagens de arquivo do Partido do período da Revolução. Estará também patente uma exposição fotográfica, intitulada “30 Momentos de Abril”, onde serão expostos trabalhos do fotógrafo Júlio Diniz.”. Júlio Pereira Diniz nasceu em Almada em 1925. Integrou a equipa da Filmarte desde a sua inauguração, em 1949, aí permanecendo até ao fim da sua actividade, tendo sido mestre de inúmeros aprendizes e colaborador de algumas publicações periódicas, entre elas O Diário de Lisboa, O Século, República, A Bola, a revista Stadium e, após o 25 de Abril, o jornal Avante! e O Diário. Paralelamente trabalhou e partilhou experiências com conceituados fotógrafos como o mestre António Paixão, o fotógrafo de cinema João Martins, Eduardo Gageiro, Gerard Castelo Lopes, Artur Pastor e Augusto Cabrita. Do espólio fotográfico de Júlio Diniz fazem parte trabalhos com um implícito sentido humano da realidade envolvente profundamente marcado por princípios de igualdade e justiça social, a par com uma técnica construída fora do meio erudito, enriquecida na experiência e apurada ao longo de mais de cinquenta anos de carreira. Neste espaço de exposição serão, também, apresentados trabalhos fotográficos de alguns jovens fotógrafos em início de carreira, sob a temática “Liberdade”. Assinalando, ainda, os 20 anos da morte de Ary dos Santos e as comemorações do 30º aniversário do 25 de Abril, o PCP e as Edições «Avante!» apresentarão um DVD, de conteúdos vídeo e Rom. O DVD contém um vídeo com depoimentos de amigos e imagens históricas de Ary a declamar os seus poemas. Estes conteúdos podem ser visualizados num televisor com leitor de DVD e estão legendados em português para pessoas com deficiência auditiva. Os conteúdos DVD-Rom têm uma grande componente interactiva, uma exposição virtual baseada na exposição de homenagem a Ary patente na Festa do «Avante!» de 2003. Nesta viagem virtual e tridimensional podemos percorrer todo o espaço da exposição, visualizar manuscritos e inúmeras fotografias, ler parte da sua obra poética e ouvi-lo declamar os seus próprios poemas. Este DVD estará à venda no Pavilhão Central, na Loja da Festa. Autos da Revolução
Ao olhar para o passado, António Lobo Antunes recusa-se a contribuir para a edificação de uma lenda dourada do 25 de Abril. As personagens que cria não são heróis, mas pessoas comuns, cheias de contradições, que levam uma vida anónima nas margens da Revolução. O espectáculo propõe os relatos cruzados de sete personagens: um carregador de mudanças, um tenente-coronel do exército, um militante maoista, uma criada, uma camponesa empregada numa quinta, uma burguesa religiosa e um patrão de empresas. Cada um evoca do seu ponto de vista, o 25 de Abril e o que lhe aconteceu. O texto do espectáculo compõe-se de trechos, não adaptados, de “Conhecimento do Inferno”, “Fado Alexandrino”, “Auto dos Danados” e “O Manual dos Inquisidores”. Ficha Técnica Encenação: Pierre-Etienne Heymann, com a colaboração
de Rosário Gonzaga PALCO «25 DE ABRIL» CONCERTO DE MÚSICA CLÁSSICA No primeiro dia da Festa do «Avante!» deste ano, pelas 22 horas, no Palco «25 de Abril», realizar-se-á um concerto de música clássica comemorativo do 30º aniversário da Revolução do 25 de Abril de 1974 e que apresenta algumas características inéditas entre nós. O projecto do concerto surgiu essencialmente em torno de duas ideias: por um lado, a original situação actual da música erudita no nosso país com a consagração nacional e internacional de um elevado número de pianistas portugueses, facto que tem, aliás tido reflexos de vária ordem, como foi o caso da programação da Festa da Música do CCB neste ano. Por outro lado, o número 3 e a sua vasta significação cultural tem especial presença na música, sugerindo assim uma simbólica ligação às três décadas decorridas sobre a Revolução dos Cravos. Trabalhando em conjunto com os solistas convidados – Pedro Burmester, António Rosado e Mário Laginha, bem como com o maestro Vasco Pearce de Azevedo, concluiu-se assim a elaboração de um programa com traços de originalidade no panorama musical português e que apresenta simultaneamente uma particular adequação às condições especiais de grande espectáculo de ar livre características da Festa do «Avante!». I II Orquestra Sinfonietta de Lisboa III Orquestra Sinfonietta de Lisboa IV Orquestra Sinfonietta de Lisboa V Orquestra Sinfonietta de Lisboa ESTREIA PÚBLICA DAS PEÇAS CD 1 Ruben de Carvalho CD 2 GRÂNDOLAS Mário Laginha e Bernardo Sassetti COMPOSIÇÃO SOBRE OS TEMAS
Adelino Gomes, Paulo Coelho e Pedro Laranjeira Narração CD 4 Adelino Gomes, Paulo Coelho e Pedro Laranjeira Narração GRÂNDOLAS A composição de Mário Laginha e Bernardo Sassetti por eles interpretada neste CD foi expressamente encomendada para esta edição pela Guilda da Música – Companhia Nacional de Música e pela Festa do «Avante!» Foi gravada entre 21 e 26 de Março de 2004 nos Estúdios
Valentim de Carvalho, em Paço d’Arcos, pelo técnico
de som Nélson Carvalho Mário Laginha e Bernardo Sassetti representados por
Duplo LP editado originalmente com o título O Dia 25 de
Abril. Diário de uma Revolução em 1974 pela
Sassetti-Guilda da Música – série DISCO FALADO em
colaboração com a Seara Nova – DP
050/2 MONO Booklet Textos Ruben de Carvalho Arranjo gráfico C ao quadrado ary CD 1 INÉDITOS CD 2 Amália Rodrigues Carlos do Carmo Beatriz da Conceição
Um Célebre Mulato (0’45’’) • Ao Padre Joaquim Franco (0’49’’) • Aos Sócios da Nova Arcádia (0’53’’) • A António Saumier (1’24’’) • Pena de Talião (1’55’’) • Efígie do Dr. Luís da França Amaral (0’56’’) • Belchior Curvo Semedo (0’46’’) • Sr. José Ventura Montado (0’51’’) • A Propósito dos Versos de Filinto Elísio (1’07’’) • Liberdade (0’44’’) • Olha Marília (0’52’’) • Se É Doce (0’58’’) • Importuna Razão (0’58’’) • Enquanto Muda Jaz (1’05’’) • Noite Amiga de Amor (1’08’’) • A Frouxidão do Amor (0’53’’) • Camões (0’55’’) • Já Bocage Não Sou (0’54’’) • Meu Ser Evaporei (0’58’’) • Aqui Onde Arquejando (1’1’8’’) • Na Doença (1’01’’) • Já Por Bárbaros Climas (1’01’’) • O Retrato da Morte (1’07’’)
Redondilha «Descalça vai para a fonte» (1’20’’)
• Esparsa ao Desconcerto do Mundo • (0’56’’) Editado em LP por Sassetti-Guilda da Música. Série Disco
Falado. Lisboa, 1971 CD2 Amália Rodrigues
Beatriz da Conceição Meu Corpo (Ary dos Santos/Fernando Tordo)
Editado em LP por Sassetti-Guilda da Música. Série Disco Falado. Lisboa, 1975
Fotos Eduardo Gageiro Texto Ruben de Carvalho Texto de Natália Correia. Prefácio in ARY DOS SANTOS, José
Carlos. «As Palavras das Cantigas». Edições
«Avante!». Lisboa, 1990. Biografia de José Carlos Ary dos Santos por Pedro Félix
in CASTELO-BRANCO, Salwa El-Shawan (coord.) «Enciclopédia
da Música em Portugal no Séc. XX». Lisboa, Círculo
de Leitores e Editorial Notícias (no prelo) Arranjo gráfico C ao Quadrado
Mas é 2002 que marca a imposição definitiva do "performer"
sobre as suas outras facetas. Zé Eduardo não
tem parado de tocar com o novo formato do seu Unit, em trio, com o baterista
Bruno Pedroso e o saxofonista Jesus Santadreu. Jesús Santandreu Marc Miralta VITORINO E JANITA SALOMÉ Unidos pelo sangue, reunidos pela música e pela Ideia de José Afonso. Vitorino e Janita Salomé reencontram-se, com a recente edição do disco ao vivo “Utopia”, num projecto que nasceu para os palcos, nomeadamente para a Expo 98. Para além do CD, “Utopia” regressa também no formato de espectáculo ao vivo, com a grande festa da música e das palavras de um dos maiores, mais apaixonados e apaixonantes nomes da música portuguesa. Porque afinal “cantar-te sei e apenas isso faz sentido”*. Quem teve a felicidade de estar no CCB, nas noites de 22 e 23 de Fevereiro sabe que, nessas duas noites, a música, as palavras e as utopias de José Afonso estiveram mais presentes do que nunca, desde a ausênsia do trovador, onze anos antes. Sabe que nesses dois momentos de música e celebração, as almas do auditório esgotado se tornaram realmente gémeas e se renderam a temas como “A Morte Saiu À Rua”, “Chamaram-me Cigano”, “Canto Moço”, “Utopia” ou “Grândola”, revisitados por Vitorino e Janita Salomé. O sucesso de “Utopia”, um espectáculo idealizado e interpretado por estes dois dos maiores companheiros de canções e de luta de José Afonso foi tal que os responsáveis pela programação da Expo 98 não quiseram deixar passar ao lado a oportunidade de envolver todos os visitantes da Exposição Mundial de Lisboa nesta celebração. “Utopia” foi inserido no calendário dos “100 Dias da Expo 98”, tendo ficado na memória como um dos maiores sucessos de toda a Exposição. A recente edição discográfica de “Utopia” (EMI Music Portugal) vem perpetuar esses momentos de verdadeira comunhão musical e espiritual com José Afonso, registando o melhor dos dois espectáculos do CCB. Um disco com as vozes de Vitorino e Janita Salomé, arranjos e direcção musical a cargo de João Paulo Esteves da Silva e produção de Paulo Pulido Valente e Vitorino. E porque a música e a mensagem de José Afonso nunca se esgotam, Vitorino e Janita Salomé regressam aos palcos nacionais com “Utopias”. O mesmo projecto, a mesma paixão, renovados, num espectáculo em que os dois companheiros de José Afonso se fazem acompanhar de diversos instrumentistas, revelações da nova geração, para revisitarem algumas das mais belas, e por vezes menos conhecidas das suas canções, bem como algumas homenagens originais. É o espectáculo que é uma homenagem sentida a um dos maiores trovadores da música portuguesa de todos os tempos. Um espectáculo de grande música, grandes ideias, muitas emoções e, sempre, de festa. Nas palavras de Vitorino, “Vamos recordá-lo no menos conhecido da sua obra e com o olhar acrescido de João Paulo Esteves da Silva, Ricardo Rocha, Rui Alves e Jorge Reis da nova geração. E quem nos ouvir e escutar com atenção, vai reconhecer-se nestas melodias lindíssimas e lembrar-se como é bonita e diferente a música portuguesa que acompanhou o momento social e político mais importante da última metade do século XX na história de Portugal: o 25 de Abril de 1974”. Afinal, estamos a celebrar no 30º aniversário de Abril. O tempo certo para sair à rua, ao palco, e vir cantar o Zeca, pelas vozes de Vitorino e Janita Salomé. Pode o sol morrer de velho, *Excerto da letra de “Zeca”, da autoria de Hélia Correia para música de Janita Salomé. Na Cidade do livro da Festa do «Avante!» os 30 anos da Revolução de Abril serão assinalados com diversas iniciativas, nomeadamente dois lançamentos: • Saudades ...Não Têm Conto! , um novo livro do histórico dirigente do PCP António Dias Lourenço, durante quase duas décadas director do «Avante!»; • Sonhos de Poeta, Vida de Revolucionário de Manuel Pedro, igualmente dirigente do PCP, funcionário clandestino do Partido longos anos preso durante o fascismo. Estes lançamentos serão, como habitualmente, acompanhados de colóquios e sessões de autógrafos. A Festa do Livro igualmente propõe uma zona específica onde estarão expostas obras que pelo seu conteúdo, têm uma forte ligação com a data e que preservam a memória da resistência e da Revolução, dos seus personagens, das lutas que travaram, do seu quotidiano e vivências. Nela podem encontrar-se largas dezenas de títulos, alguns muito recentemente editados, como Carlos Gil - Um Fotógrafo na Revolução ou Ary dos Santos – Fotobiografia, a par de obras que são já verdadeiros clássicos como A Revolução Portuguesa. O Passado e o Futuro de Álvaro Cunhal. CICLO DE COLÓQUIOS Na Festa do “Avante!”, que é também Festa do debate de ideias, o 25 de Abril escreve-se com R - de Revolução. Sendo uma iniciativa em que a comemoração dos 30 anos da Revolução de Abril um dos seus eixos principais a Festa do “Avante!” abordará este tema partindo de uma perspectiva e concepção dinâmica, portanto intimamente ligada à actualidade nacional e não apenas como uma mera evocação de uma das datas maiores da nossa História. O ciclo de Colóquios 25 de Abril – 30 anos que percorrerá diferentes espaços e tempos da Festa do “Avante!” tentará envolver os visitantes da Festa numa profícua e contínua troca de ideias sobre o papel da revolução portuguesa, o Portugal construído em 74 e o Portugal dos dias de hoje. No ciclo de Colóquios participarão aqueles que resistiram ao fascismo e edificaram as bases da Revolução e aqueles que no início da história da democracia em Portugal assumiram as maiores responsabilidades partidárias e nacionais. Lado a lado com estes estarão aqueles que hoje assumem como sua a tarefa de defender as conquistas de abril e estão na primeira linha dos combates pelo aprofundamento da democracia e a defesa dos direitos do povo português. No espaço internacional a palavra será dada aqueles que fora de Portugal lutaram pela autodeterminação e liberdade dos seus países e povos e que em alguns dos casos dirigem hoje os seus países independentes e soberanos. Ciclo de Colóquios “25 de Abril, 30 anos” Sexta Feira Sábado Domingo
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