| Intervenção sobre Política Financeira
do Partido As contas do Partido, apresentadas anualmente ao Tribunal Constitucional de acordo com as obrigações legais e publicadas no Avante! estão distribuídas aos delegados. A sua análise mais detalhada consta da proposta de resolução política. São contas consolidadas de todo o universo partidário, representam uma importante realidade e espelham a profunda ligação do partido às massas e a sua intervenção em todas as esferas da vida nacional na defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo português. Traduzindo uma obtenção de receitas muito aquém das despesas, apresentaram resultados líquidos médios anuais negativos de 90 mil euros, exigindo o recurso a receitas extraordinárias resultantes da gestão do Património do Partido, situação que não se poderá manter pelos riscos que comporta quanto ao futuro do partido a médio prazo. No mesmo período devido aos resultados eleitorais negativos obtidos pela CDU nas eleições autárquicas e legislativas, as receitas provenientes das contribuições de eleitos assim como a subvenção estatal diminuíram, respectivamente, cerca de 24 % e de 10 %. As receitas operacionais do Partido aumentaram cerca de 15 por cento entre 2000 e 2003, sendo de destacar o aumento 8.4 % nas quotas, no essencial neste ultimo ano, fruto da acção de contactos e actualização de dados, comprovando as potencialidades de crescimento desta fonte de receitas. As despesas operacionais cresceram cerca de 30 por cento, reflectindo também os aumentos significativos dos custos de bens e produtos ocorridos neste período, como sejam pela importância que tem na estrutura de despesas do partido, os que dizem respeito a transportes, comunicações, manutenção e funcionamento de centros de trabalho. Melhorar a situação financeira do Partido, alcançar o equilíbrio financeiro globalmente, bem como na generalidade das Organizações, exige que todo o Partido, como está expresso no projecto de Resolução Política, assuma, entre outras, as seguintes medidas e objectivos de trabalho: Aumentar as receitas, dando particular atenção: à
recolha da quotização, quer por via orgânica responsabilizando
mais camaradas na sua recolha, quer dinamizando, onde tal for mais adequado,
novas formas de recebimento — transferência bancária
e pagamento pelo Multibanco —, tendo como objectivo ganhar o conjunto
dos militantes para um valor mínimo de cota definido a partir da
referência de 1% da respectiva remuneração mensal; A juntar às dificuldades próprias, acrescentam-se agora
as dificuldades criadas pela Lei de financiamento dos partidos. É uma Lei claramente virada contra o PCP, com o propósito de ingerência na nossa vida partidária, visa limitar as possibilidades de angariação de fundos por parte do Partido e a nossa capacidade de promover grandes iniciativas culturais como é o caso da Festa do Avante. Dar combate decidido, à aplicação desta lei, e intensificar
a luta pela sua revogação, está na ordem do dia como
tarefa da maior importância e actualidade.
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