A União Económica e Monetária foi e é um projecto do grande capital europeu.
Entre 2001 e 2010 (valores acumulados de uma década de Euro), os lucros cresceram em termos médios 36% na Zona Euro. No mesmo período, os custos unitários do trabalho sofreram uma redução de 1%.
Eis os objectivos deste projecto. Aqui o Euro não falhou.
As suas consequências estão à vista: degradação das condições de vida e de trabalho; diminuição do peso dos salários no rendimento nacional; desemprego e estagnação; destruição de sistemas produtivos e acentuada desindustrialização nos países periféricos, por via da sua transformação em "consumidores" da produção excedentária dos países do centro.
Este caminho revelou-se insustentável, mas quem dele beneficiou não quer voltar atrás, quer prosseguir.
Como sempre, cada novo passo na integração procura legitimar o anterior e justificar o seguinte.
Uma coisa é certa: contarão com a resistência e a luta dos trabalhadores e dos povos da Europa!